Paloma vive em uma casa de acolhimento em São Paulo, chamada Casa Florescer,

junto de outras 29 mulheres transexuais. Durante a pandemia estive documentando a

vida de 15 mulheres residentes da casa para entender como a o momento atual vem

impactando suas vidas e potencializando o estado de vulnerabilidade que muitas delas

vivem.
 

No contexto atual a dificuldade para ingressar no mercado de trabalho formal foi

potencializada, dificuldade que muitas delas já encontravam antes mesmo de viver

uma pandemia. Para conseguir manter as necessidades básicas como higiene e

vestimenta, muitas das mulheres presentes nesse trabalho encontram na prostituição

a solução de renda. O acesso à saúde pública, necessidade comum entre as meninas

por motivos variados como tratamento de feminização, doenças sexuais e violência,

também foi impactado no momento atual, e se mantém sem o posicionamento

adequado de muitos profissionais em relação às pessoas transgênero.
 

O distanciamento e o isolamento social estipulado como meio de segurança ao

Covid19 também são fatores que implicam riscos na vida das meninas, já que muitas

precisam ir para as ruas trabalhar, e a casa onde vivem não possui estrutura adequada

para esse fim, atualmente as meninas dividem poucos banheiros e um único

dormitório.
 

As imagens desse projeto apresentam os rostos e corpos que carregam essas histórias,

e registros desses cotidianos que ilustram suas realidades. Paloma é o nome de uma

dessas 15 mulheres que contaram suas histórias sobre violência, prostituição,

desamparo, cárcere, sonhos e coragem.

* Este projeto é possível graças ao apoio de National Geographic Society.

Paloma lives in a support house in São Paulo, Brazil, called Casa Florescer,

with 29 other transexual women. During the pandemic, I was documenting the

life of 15 women residents of the house to understand how the current moment is impacting their lives and enhancing the state of vulnerability in which many of them were already living before.

 

In the current context, the difficulty to enter the formal labor market was

potentiated, a difficulty that many of them already encountered even before living

a pandemic. In order to maintain basic needs such as basic hygiene and

clothing, many of the women present in this work find the solution only through prostitution. Access to public health, a common need among these girls

for various reasons such as treatment of feminization, sexual diseases and violence,

has also been impacted in the current moment. In addition, they remain without the 

adequate behavior and service from many health professionals due prejudice. 

 

The social distancing and isolation imposed during the Covid19 pandemic are also factors that imply risks in the girls’ lives, since many of them need to go to the streets to work, and the house where they live does not have adequate structure for this purpose. They currently share few toilets and a single dormitory.

 

The images of this project present the faces and bodies that carry these stories,

and records of these daily lives that illustrate their realities. Paloma is the name of one of these 15 women who told their stories about violence, prostitution,

helplessness, imprisonment, dreams and courage. 

* This project is possible thanks to the support of the National Geographic Society